CompFlex

 

Computação Flexível

 


 

A Computação Flexível (em inglês: Soft Computing) se tornou particularmente importante a partir do início da década de 90, quando houve um interesse crescente na modelagem de sistemas mais complexos, que começaram a surgir em áreas como biologia, medicina, ciências humanas, ciências gerenciais, ciências sociais, engenharias etc., que freqüentemente se apresentam intratáveis para a matemática e modelos convencionais.

A pesquisa em Computação Flexível envolve o desenvolvimento de teorias, modelos, técnicas, métodos e software que oferecem soluções tolerantes à subjetividade, imprecisão, incerteza, informação incompleta, parcial ou conflitante, parcialidade da verdade e parcialidade da possibilidade, que aparecem na modelagem de sistemas complexos e/ou de informação imperfeita, tão comuns no contexto das Engenharias em geral, em particular, da Engenharia da Computação. O objetivo é buscar aproximações ou combinações de diferentes teorias, modelos, técnicas e métodos que sejam capazes de refletir adequadamente a imperfeição, alcançando tratabilidade, robusteza, confiabilidade e soluções de custo razoável.

Na era da XAI (eXplainable Artificial Intelligence em inglês) - inteligência Artificial Explicativa,  um que a interdisciplinaridade, o grande volume de dados, e a dinâmica das aplicações  diversas  exigem cada vez mais que o método e resultados sejam explicáveis a todos, a computação flexível, por seus modelos baseados em variáveis linguísticas (e não numéricas), qualificadas por termos linguísticos, é considerada a área que tem um papel fundamental para a tão desejada explicabilidade.

Esta linha de pesquisa pretende servir de base para todas as outras linhas de pesquisa. Por exemplo, pode oferecer suporte para a pesquisa em sistemas inteligentes híbridos para robótica e automação (redes neurais fuzzy, percepção fuzzy em robôs, métodos intervalares para visão computacional, etc.), assim como para a pesquisa em sistemas multiagentes (modelos de agentes híbridos em geral).

Em particular, a computação flexível torna-se importante para o desenvolvimento das aplicações de sistemas complexos, assim como para projetos de experimentos e análise de confiabilidade, como, por exemplo, na Simulação de Sistemas Sociais e Ambientais, na Biologia Computacional, em Tecnologias de Computação e Automação, dentre outras.

Na linha de pesquisa de Computação Flexível, pretende-se pesquisar teorias, modelos, métodos e técnicas em:

  • Computação difusa e intervalar: Matemática Intervalar, conjuntos e lógica fuzzy, sistemas fuzzy;
  • Computação bio-inspirada: sistemas evolutivos, redes neurais, machine learning;
  • Computação para ciência de dados: mineração de dados, big data, deep learning, classificação, tomada de decisão;
  • Aplicações nas mais diversas áreas.

Sobre:

O Centro de Ciências Computacionais da Universidade Federal do Rio Grande é uma das 13 Unidades Acadêmicas da FURG, sendo responsável pela área das Ciéncias Computacionais, dedicando-se a formação de recursos humanos e a produção de conhecimento.

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